Cantinho das Crônicas
Sejam bem-vindos ao nosso Cantinho das Crônicas.
domingo, 20 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
O cotidiano visto com humor.
A MOÇA E A CALÇA
Foi no Cinema Pax, em Ipanema. O filme em exibição é ruim: “O menino mágico.” Se mágico geralmente é chato, imaginem menino. Mas isto não vem ao caso. O que vem ao caso é a mocinha muito da redondinha, condição que seu traje apertadinho deixava sobejamente clara. A mocinha chegou, comprou a entrada, apanhou, foi até a porta, mas aí o porteiro olhou pra ela e disse que ela não podia entrar:
- Não posso por quê?
- A senhora está de “Saint-Tropez”
- E daí?
Daí o porteiro olhou pras exuberâncias físicas dela, sorriu e foi um bocado sincero: - Por mim a senhora entrava (Provavelmente completou baixinho:...e entrava bem.) Mas o gerente tinha dado ordem de que não podia com aquela calça bossa-nova e, sabe como é... ele tinha que obedecer, de maneira que sentia muito, mas com aquela calça não.
- O senhor não vai querer que eu tire a calça.
Nós, que estávamos perto, quase respondemos por ele: - Como não, dona! – Mas ela não queria resposta. Queria era discutir a legitimidade de suas apertadas calças “Saint-Tropez”. Disse então que suas calças eram tão compridas como outras quaisquer. O cinema Pax é dos padres e talvez por causa desse detalhe é que não pode “Saint-Tropez”. A calça, de fato, era comprida como as outras, mas embaixo. Em cima era curta demais. O umbigo ficava ali, isolado, parecendo até o representante de Cuba em conferências panamericanas.
_ Quer dizer que com minhas calças eu não entro? – Quis ela saber ainda uma vez. E vendo o porteiro balançar a cabeça em sinal negativo, tornou a perguntar: - E de saia?
De saia podia. Ela então abriu a bolsa, tirou uma saia que estava dentro, toda embrulhadinha (devia ser pra presente). Desembrulhou e vestiu ali mesmo, por cima do pomo de discórdia. No caso, a calça “Saint-Tropez”. Depois, calmamente, afrouxou a calça e deixou que a dita escorresse saia abaixo. Apanhou, guardou na bolsa e entrou com uma altivez que só vendo.
Enquanto rasgava o bilhete, o porteiro comentou:
- Faço votos que ela tenha outra por baixo.
Outra calça, naturalmente.
Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) - 1962
Foi no Cinema Pax, em Ipanema. O filme em exibição é ruim: “O menino mágico.” Se mágico geralmente é chato, imaginem menino. Mas isto não vem ao caso. O que vem ao caso é a mocinha muito da redondinha, condição que seu traje apertadinho deixava sobejamente clara. A mocinha chegou, comprou a entrada, apanhou, foi até a porta, mas aí o porteiro olhou pra ela e disse que ela não podia entrar:
- Não posso por quê?
- A senhora está de “Saint-Tropez”
- E daí?
Daí o porteiro olhou pras exuberâncias físicas dela, sorriu e foi um bocado sincero: - Por mim a senhora entrava (Provavelmente completou baixinho:...e entrava bem.) Mas o gerente tinha dado ordem de que não podia com aquela calça bossa-nova e, sabe como é... ele tinha que obedecer, de maneira que sentia muito, mas com aquela calça não.
- O senhor não vai querer que eu tire a calça.
Nós, que estávamos perto, quase respondemos por ele: - Como não, dona! – Mas ela não queria resposta. Queria era discutir a legitimidade de suas apertadas calças “Saint-Tropez”. Disse então que suas calças eram tão compridas como outras quaisquer. O cinema Pax é dos padres e talvez por causa desse detalhe é que não pode “Saint-Tropez”. A calça, de fato, era comprida como as outras, mas embaixo. Em cima era curta demais. O umbigo ficava ali, isolado, parecendo até o representante de Cuba em conferências panamericanas.
_ Quer dizer que com minhas calças eu não entro? – Quis ela saber ainda uma vez. E vendo o porteiro balançar a cabeça em sinal negativo, tornou a perguntar: - E de saia?
De saia podia. Ela então abriu a bolsa, tirou uma saia que estava dentro, toda embrulhadinha (devia ser pra presente). Desembrulhou e vestiu ali mesmo, por cima do pomo de discórdia. No caso, a calça “Saint-Tropez”. Depois, calmamente, afrouxou a calça e deixou que a dita escorresse saia abaixo. Apanhou, guardou na bolsa e entrou com uma altivez que só vendo.
Enquanto rasgava o bilhete, o porteiro comentou:
- Faço votos que ela tenha outra por baixo.
Outra calça, naturalmente.
Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) - 1962
“MINHA CIDADE... MINHA COMUNIDADE... MINHA ESCOLA. QUE LUGAR EU OCUPO?”
Você parou para prestar atenção nas pequenas coisas que acontecem a você todos os dias? Já notou que, quando observamos atentamente o que nos cerca, aquilo parece ganhar um sentido e um brilho novos, como se já não fosse a mesma coisa pela qual passávamos sempre, desatentos e, talvez por isso, desencantados? Olhe as imagens abaixo, veja bem o que elas lhe trasmitem.
Pois é, olhar e contar o que vemos é uma maneira certa de inventarmos a vida, dando a ela outra graça!!!

(para fins de direitos autorais de imagem declaro que as fotos acima não são minhas e o autor não foi identificado)
Pensando nisso, responda às perguntas abaixo e converse com seus colegas a esse respeito:
Pois é, olhar e contar o que vemos é uma maneira certa de inventarmos a vida, dando a ela outra graça!!!
(para fins de direitos autorais de imagem declaro que as fotos acima não são minhas e o autor não foi identificado)
Pensando nisso, responda às perguntas abaixo e converse com seus colegas a esse respeito:
- O que, para você, é uma crônica?
- Você já leu alguma?
- Voce não acha que os cronistas aproximam e afastam os leitores da realidade até que os leitores consigam vê-la melhor?
- Formem um grupo e tentem escrever algo sobre as imagens acima.
domingo, 13 de junho de 2010
Pensando nisso, O QUE SERÁ UMA CRÔNICA?
Vamos começar a conversa.
Um leitor que costuma ler jornais ou revistas, certamente lê crônicas, não é? O que será uma Crônica?
CRÔNICA é uma forma de composição bastante freqüente em jornais e revistas. Nela, o autor expressa sua opinião a partir de uma observação detalhada das coisas, das pessoas e da vida. Diante de um fato, o cronista faz inferências não apenas com a razão, mas também com a sensibilidade.
Sendo assim, a CRÔNICA representa o ponto de vista de uma pessoa sobre a realidade cotidiana. A linguagem que nela predomina é subjetiva e literária.
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